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terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Estou ficando velho

Por pouco não passei a meia-noite vendo DVDs do Arquivo X. Todas as possibilidades de sair de casa tanto minhas como do meu irmão Vinicius tinham ido por água abaixo - no meu caso, por causa de uma diarréia: não me agradava a idéia de toda hora precisar ir aos "banheiros atômicos" lá no Gasômetro. Até que, por volta das 9 da noite, nosso grande amigo Marcel nos chamou para esperarmos à meia-noite na casa da avó dele, que fica bem perto de onde moro. Para que eu fosse, avisou: "aqui tem cinco banheiros". E fomos.

Esteve muito presente na conversa de nós três a expressão "estamos ficando velhos": fiquei amigo do Marcel quando fomos colegas no 3º ano do 2º grau, em 1999 - ou seja, há nove anos. Quando penso que naquela época eu tinha 17 anos, que hoje tenho 26 e daqui mais nove terei 35, é impossível não dizer "puta que pariu, o tempo voa". E sei que está cada vez mais próximo o momento em que eu, ao encerrar a leitura da Zero Hora, me dirigirei à seção "Há 30 anos em ZH" e lerei a terrível frase: AS NOTÍCIAS ABAIXO FORAM PUBLICADAS NA EDIÇÃO DE QUINTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 1981.

Lembram de tudo o que falavam do ano 2000? Que diziam que o mundo ia acabar? É... Lá se vão 8 anos. E o tão falado "bug do ano 2000" não aconteceu: os computadores continuaram funcionando normalmente.

A última vez que a seleção principal da Argentina ganhou um título foi em 1993. Parece que foi ontem, mas já fazem quase 15 anos.

Também é muito sintomático de que estamos ficando velhos o fato de nossos ídolos recentes no futebol serem mais novos do que nós. No lado do Grêmio temos os exemplos de Carlos Eduardo e Anderson, nascidos respectivamente em 1987 e 1988. Pelo Inter, Alexandre Pato, em 1989 - para ele, "Muro de Berlim" é praticamente algo "de quando nem era nascido", já que o chamado "muro da vergonha" caiu em novembro daquele ano.

E dessa o Diego vai lembrar: o veraneio de 2001, quando Marcel, Vinicius, Diego e eu rimos muito durante aquele mês de fevereiro. Fazem praticamente sete anos. Daqui mais sete, a Copa do Mundo do Brasil já será passado.

E a minha primeira paixão? Ela tinha 18 anos, hoje tem 28 (e está casada). Fazem dez anos!

O tempo voa.

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