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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mulher é igual a funcionário público

Os funcionários públicos, de forma geral, pertencem a uma categoria muito peculiar do mercado de trabalho. Grosso modo, isso se deve ao que nós, economistas, chamamos de “mecanismos de incentivo”, o ambiente a que esses funcionários estão submetidos para exercerem suas diferentes funções, e que direcionam sua racionalidade econômica.

Uma diferença que os funcionários públicos têm em relação aos demais trabalhadores, saltitante aos olhos, se refere à forma como buscam obter melhores salários. Todo o trabalhador que busca uma melhor remuneração pelo que faz, dentro de uma lógica de mercado, tenta aumentar sua produtividade. Assim, na iniciativa privada, quando qualquer um de nós busca ter um melhor salário, tentamos aumentar inicialmente nossa produtividade, trabalhando mais e/ou melhor: o dentista procura atender mais pacientes e/ou melhor os que já tem, o advogado tenta vencer causas mais difíceis, o operário tenta aumentar sua produção, o professor tenta lecionar mais alunos ou se destacar entre seus colegas etc.

Com os funcionários públicos, perceba, prezado leitor, acontece o contrário: o dentista passa a atender mal seus pacientes ou deixá-los esperando horas na fila do SUS, o policial passa a ser estúpido para com os cidadãos e a corromper-se, e o professor passa a dar uma aula de pior qualidade a seus alunos. Ou seja, quando requerem melhores salários, os funcionários públicos geralmente reduzem sua produtividade, atendendo mal à população a que prestam serviço, reduzindo o ritmo de suas atividades e, em última instância, fazendo greve.

Andei pensando que com as mulheres acontece mais ou menos a mesma coisa. Já há um tempo, contei aqui no Vagabundos a frustração por que passei quando estive apaixonado por uma mulher, numa situação pela qual muitos de vocês, leitores, já devem ter passado. Na ocasião, me aproximei dela devagar, procurei ser atencioso, passar-lhe confiança, criarmos uma intimidade. Na hora do bote, no entanto, ouvi dela que eu era “um homem maravilhoso, muito querido, doce, uma pessoa com quem gostaria de ficar ao lado a vida inteira”, mas que, por isso (?!), deveríamos ser somente amigos.

Perceba, leitor, que, ao querer um aumento de rendimento (manter-me a seu “lado a vida inteira”, porque eu era “um homem maravilhoso, muito querido, doce”), ela reduziu sua produtividade (digamos, amorosa).

Tenho outro caso mais elucidativo:

Também já há um tempo, comecei a me relacionar de forma mais séria com uma (outra) mulher. Saíamos com freqüência, passeávamos, conhecíamos um os amigos do outro, e por aí vai. Lá pelas tantas, conversando sobre relacionamentos passados, ela me contou que numa oportunidade havia dado para um cara que havia conhecido poucas horas antes, na festa em que estava. Claro que, como candidato a uma relação séria com ela, isso me incomodou um pouco, mas até aí, tudo bem – afinal, sou um feminista militante e defensor da total liberdade da mulher!

O incômodo foi aumentando, no entanto, conforme o tempo foi passando sem que ela me desse pela primeira vez, finalmente. Passaram-se semanas, mais semanas, e nada. (Ora, convenhamos que eu não estava tentando comer uma virgenzinha, e isso se enfatizava sempre que eu lembrava da tal “festa” a que ela havia ido.)

Incomodado, pois, fui conversar com ela a respeito. Ouvi que “estávamos criando uma relação bacana, de futuro, que ela estava desenvolvendo um grande carinho por mim, e que, portanto (?!), as coisas deveriam acontecer mais devagar, sem pressa”.

Acredito que aqui minha teoria tenha ficado mais clara: a fim de aumentar seus rendimentos (no caso, ter uma relação mais séria), essa mulher reduziu sua produtividade (no caso, a sexual).

Essa minha descoberta (quase científica, modéstia à parte) nos faz concluir coisas que, antes, eram somente constatações empíricas. A principal delas – a que tu, prezado leitor Vagabundo, e certamente muitas das queridas fêmeas que lêem esse blog já devem ter chegado em algum momento de suas vidas – é que mulher gosta definitivamente de homem cafajeste. O que antes não tinha explicação agora tem. E, logo, as dicas que tenho para dar aos companheiros Vagabundos quando se relacionarem com uma mulher, decorrentes dessa teoria, são jamais tratá-la com carinho, jamais obter sua confiança, jamais mantê-la a seu lado por mais que algumas horas, jamais demonstrar qualquer tipo de afeto. Seguindo essas dicas, prezado leitor, garanto, suas chances de comê-la são maiores. (No último caso que citei, eu, de quem aquela mulher estava gostando de fato, tive que esperar semanas para meter; o outro, que ela havia conhecido na festa, esperou horas. Solução? Ser o “outro”, é lógico!)

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p.s. Como já aconteceu outras vezes, talvez algumas mulheres se indignem com esse post, chamando-o de machista. Queridas fêmeas, esse blog não é machista - pelo contrário, como uma leitora atenta e inteligente (característica cada vez menos valorizada por vocês em vocês mesmas) já deve ter percebido. Da mesma forma que, apesar de tanto se falar mal do governo, todos parecem ainda querer ser funcionários públicos, sabemos (e agora com base em teoria) que, apesar dos bicos e carinhas de emburrada, é de nós, “machistas”, cafajestes e Vagabundos de quem vocês realmente gostam.

5 comentários:

|Fly| disse...

O que me incomoda mais nisso tudo, é que sendo ruim ou bom, esta verdade feminina tende a se repetir (tende, eu disse tende). Repetição nunca é bom. Li o texto e tive que concordar contigo, mas torcendo que apareçam mulheres cada vez menos paradigmáticas. Enquanto isso continuamos sendo estes canalhas, afinal, temos que jogar com as melhores cartas se queremos ganhar. Elas escolhem o jogo, e depois acabam tendo a ousadia de reclamar...

Kafuzinha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kafuzinha disse...

Vocês são da subespécie do Homus sapiens testiculuencefalus... Te garanto que esta subepécie não tem se perpetuado pela baixa reprodutividade... =p

Gostei do texto.. Na verdade engraçado... É apenas um ponto de vista...

Tenho acompanhado teus posts...

Anônimo disse...

Cara, nem adianta perguntar isso pra elas pois lógicamente elas não irão revelar o porquê. Elas após os 30 e com 3 filhos nas costas, vão dar moral numa boa pra você, meu caro proletário trabalhador.
Agora as 'novinha' não tão nem aí pra você, elas procuram cafajestes e playboys, atrás de emoções ( pois mulheres são seres emocionais, ao contrário dos homens) e é essa a razão delas não estarem afim de você. Você não desperta interesse nelas sexualmente/emocionalmente. Elas querem ostentar e causar inveja nas amigas do tipo: "Tô pegando o cara mais fodão daqui e vocês não otárias !"
Mas logo ele a chuta e elas ficam deprimidas e acusa pro lado do vento que os homens não prestam, mas afinal, não tem você tão próximo a ela, honesto e trabalhador ? Você sim é um cara que 'presta'.
Mas como disse meu amigo, elas são seres emocionais, isso é emocionante pra ela, não importa como, se é ruim ou bom, o cara despertou emoções nela. Logo ela vai atrás de outro, que faça isso por ela, que desperte emoções nela. Já você não é capaz disso. Simples assim.

Anônimo disse...

É meu amigo, tem gente que nasce para ser cantor de churrascaria. Enquanto fica cantando, os outros comem a carne. Mas não esquenta, ela só disse que você é legalzinho, mas que preferia um homem com pegada do que passar o resto da vida com alguém marromeno. É a vida, sorry babe.