Há coisa pior que chegarmos a um ambiente, a uma pequena reunião, ou a uma festa, e nos depararmos com um mauricinho atraindo a atenção de todas as gurias?
Não, não há. Além de ficarmos deslocados e acabarmos gastando mais em cervejas que deveríamos, nos sobe à garganta aquela raiva contra o tal mauricinho que beira ao crime.
Já elaborei teoria sobre isso – simples e de senso comum, como tudo que é genial: esses caras que ficam se cercando de mulheres, as agradando, todos penteadinhos, arrumadinhos, discutindo a "balada" (eca!) da noite anterior, são, definitivamente, veados! Afinal, vagabundo que é vagabundo não tem fêmeas como amigos (já tratei disso nesse
blog).
Só não sei quem tem mais culpa nisso, se os manés malemolentes de quem estou falando, ou as próprias mulheres. Sim, porque, atualmente, mulher que é mulher gosta é de veado. Elas mesmas admitem: "os homens mais bonitos são gays". Já ouviste isso, não é mesmo? Homem, hoje, tem que se depilar, usar perfume, falar baixo e sem palavrões, gostar de artes cênicas, ouvir MPB e samba, beber vinhos europeus, vestir ternos italianos e se emocionar com telenovelas... Enfim, ser um bunda mole!
Fico me perguntando onde estará a boa e velha virilidade dos homens mal vestidos, suados do jogo de futebol, que gritam nas mesas de churrasco e truco bêbados de cerveja, que olham descaradamente para os decotes, que escutam ACDC e Ramones, que dormem tarde e vêem revistas de mulher pelada. E mais: onde estarão as mulheres que gostam de ouvir uma putaria ao ouvido, de tomar uma coxada por trás, de tomarem um abraço apertado quando cruzamos por elas nos corredores, de serem empurradas aos amassos contra a parede, de uma mão boba, de treparem de quatro, e de terem que inventar uma dor de cabeça para escaparem de mais uma?
Ora, grande parte dessa onda de veadagem em que vivemos se deve, sem dúvida, às próprias mulheres. Elas estão cada vez mais frescas, mais "veadas", querendo homens, digamos, transgênicos. Não é à toa que é quase moda as mulheres serem bissexual. Se bobiar, é mais fácil encontrar masculinidade entre elas que entre nós.
Às vezes, penso até em criar um movimento machista, aos moldes do feminismo. Penso em reunir uns amigos para queimarmos nossas cuecas como forma de protesto! Afinal, tenho o direito de não querer ser metrossexual.
E, acreditem, é pensando nas mulheres que pretendo isso.