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sábado, 5 de abril de 2008

A uma Trash Girl...

Um brinde também, minha querida,
a ti,
e à vida!

Que nos cria coisas estranhas,
antes tão perto,
ao lado,
mas invisíveis.

E agora
tão distantes...

Um brinde à vida!

Que nos sacaneia com surpresas surreais,
que nos salva de descrenças,
que nos faz crer nela novamente,
mesmo que timidamente.

Um brinde a vocês, mulheres!

Suas filhas da mãe que nos sugam,
que nos tomam nossas forças,
quando mais as afastamos,

e nos põem no colo.
Ah, nos põem no colo...

e nos acariciam,
nos fazem ver que somos, nada mais,
que um brinquedo,

da vida.

Um brinde à vida, Vagabundos,
um brinde à vida!

Que nos reconhece como nada,
que humilha nossos orgulhos,
nossas palavras de ordem.

Que nos põe como meninos
frágeis,
carentes,
solitários,
em mãos de mulheres,
que nem conhecemos.

Ah, Vagabundos...
Um brinde à vida, um brinde à vida...

4 comentários:

Geo²rgia disse...

trash guy, sua lixeira deu sorte.

Aí, depositada uma trash girl para você.

just for you....

Geo²rgia disse...

Peraí.....mulheres?

assim, no plural????

tem um "s"a mais aí...

Amputa essa consoante excedente ou eu não respondo por mim.....

risos....

beijos my trash guy.

Diego da Silva Rodrigues disse...

É devido às muitas mulheres que se espelham em ti. Como nem ainda te conheço, tu ainda não tens forma única nos meus pensamentos.

A poesia nem sempre é cartesiana, my trash girl.

Beijo.

Geo²rgia disse...

A poesia nem sempre é cartesiana é?

E vc acha que as mulheres costumam ser?

Porque, caso penses assim, desista.

Eu estou muito mais para física quântica dada por um professor russo e de língua presa.

Complexidade aqui é o que não falta.

Com meu afeto.

My boy.