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domingo, 24 de maio de 2009

onomatopéias cintilantes,
paralisia bestial,
palavras não ditas,
malditas,
alto astral nebuloso.

Pena de papel,
teu travesseiro.
Dorme, mão que apedreja!
Amanhã vou te esperar,
embora não exista amanhã,
muito menos chegada.

Vai, vagabundo,
e não volta mais.
Teu caminho é só de ida.

Tua vida é num sentido só.

Tua boca não fala,
tua pele é branca, preta e cinza,
teu pé está machucado.

O que és tu?
O último refúgio
em um mundo prestes a se extinguir.

Um comentário:

Diego Rodrigues disse...

Parabéns, Volmir! Excelente poema!